As mudanças nas lideranças de agências em 2017

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As mudanças nas lideranças de agências em 2017

Relembre as mais importantes movimentações de sócios e líderes de grandes operações da indústria de publicidade

Bárbara Sacchitiello
14 de dezembro de 2017 - 12h40

 

Alexandre Gama, Hugo Rodrigues e Washington Olivetto: três profissionais que encerraram a trajetórias nas agências que lideraram (Crédito: Arquivo/M&M)

Atualizada às 18h48

Seja pela saída ou entrada de sócios, contratação de novo CEO ou chegada de novas lideranças, grandes agências de publicidade do País vão encerrar 2017 com uma estrutura de liderança bem diferente da qual iniciaram o ano.

Ao menos treze grandes agências passaram por mudanças em sua cúpula. Logo no início do ano, Nizan Guanaes, chairman do Grupo ABC, anunciou ao mercado que voltaria ao comando da DM9, agência fundada por ele, para auxiliar a companhia a retomar o ritmo dos negócios. No final de outubro, em uma grande movimentação que envolveu duas holdings internacionais, Hugo Rodrigues deixou a presidência da Publicis, agência onde passou mais de 18 anos, para assumir o desafio de gerir a operação brasileira da WMcCann, substituindo Washington Olivetto, um dos maiores nomes da história da publicidade brasileira.

Relembre as principais movimentações na cúpula das agências de publicidade que aconteceram em 2017:

 

 

Rodrigo Andrade (à esq.) saiu da sociedade da Almap, deixando Luiz Sanches e Cínta Gonçalves como sócios da operação (Crédito: Divulgação)

Almap: de trio a dupla
Com a saída de Marcello Serpa e José Luiz Madeira em 2015, a AlmapBBDO passou a ser comandada por Luiz Sanches (diretor-geral de criação), Cintia Gonçalves (diretora de estratégia e operações) e Rodrigo Andrade (diretor de negócios e operações). A configuração da sociedade mudou em maio deste ano, quando Rodrigo Andrade deixou a Almap para assumir a área de finanças e gestão da BBDO na América Latina. Com a saída de Andrade, Cíntia e Luiz Sanches passaram a dividir o comando da agência. Em novembro, Andrade foi anunciado como chefe-executivo de operações (COO) do Grupo DAN no Brasil e CEO da Isobar.

 

Rodrigo Andrade (á esq.) foi contratado por Abel Reis (á dir.) para gerenciar as operações do DAN e liderar a Isobar (Crédito: Divulgação)

Isobar: estrutura de grupo
Antes de escolher Rodrigo Andrade como CEO da Isobar, o Grupo DAN realizou uma mudança na estrutura de suas operações digitais, criando o Grupo Isobar Brasil. A nova unidade passou a abrigar, além da Isobar, as agências Pontomobi, Cosin Consulting e a Isobar Worldsourcing. Com a mudança, Léo Xavier, que até então era CEO da Isobar Brasil, foi deslocado para o cargo de CEO da Pontomobi. O cargo de liderança da Isobar ficou vago até novembro, quando o grupo anunciou a chegada de Rodrigo Andrade.

 

Olivetto encerrou sua trajetória da WMcCann (Crédito: Arquivo/M&M)

WMcCann: fim da era Olivetto
Após uma carreira de décadas na publicidade, Washington Olivetto desligou-se oficialmente da WMcCann após sete anos no posto de chairman. Após sua saída, a agência ainda conversou o “W” no nome (incorporado na época da fusão entre McCann e W/Brasil e saiu em busca de um novo líder). O escolhido foi Hugo Rodrigues, CEO da Publicis Brasil, que terá o desafio de reestruturar o valor da agência após a perda de da conta de Bradesco e a redução dos investimentos em mídia da Seara. Hugo assumiu as funções de chairman e CEO da WMcCann.

 

Edu Lorenzi e Miriam Shirley: copresidentes da Publicis Brasil (Crédito: Divulgação)

Publicis Brasil: liderança compartilhada
Com a contratação de Hugo Rodrigues pela WMcCann, o Publicis Groupe deu uma solução caseira para o comando da agência. A vice-presidente de mídia Miriam Shirley e vice-presidente de planejamento, Eduardo Lorenzi, foram promovidos a copresidentes da Publicis Brasil.

 

 

 

Nizan reassumiu o comando da DM9 (Crédito: Divulgação)

DM9 – o retorno de Nizan Guanaes
No dia 2 de fevereiro – escolhido por ser o dia dedicado à celebração de Iemanjá – Nizan Guanaes convidou o mercado publicitário para uma festa que celebrava seu retorno ao comando da DM9. A agência, fundada por ele na década de 90, passou a ter o chairman do Grupo ABC como executivo principal, liderando as principais negociações e concorrências feitas pela agência.

 

 

Roberto Justus passou a se dedicar apenas a carreira artística (Crédito: Arthur Nobre)

Grupo Newcomm: a despedida de Roberto Justus
Depois de ter adiado por duas vezes sua aposentadoria do mercado publicitário, Roberto Justus deixou os negócios e o posto de chairman do Grupo Newcomm em novembro de 2017. O executivo, que já havia todas as suas ações ao grupo WPP, decidiu deixar de lado as atividades da indústria para seguir na carreira de apresentador de TV, atividade que já desempenha há mais de uma década. Com a sua saída, todas as decisões do Newcomm ficarão sob a responsabilidade do CEO da operação, Marcos Quintela.

 

Carlos Pitchu (à esq,) e Carlos Fonseca são copresidentes da Salve Tribal Worldwide, que a partir de janeiro passa a se chamar Tribal Brasil (Crédito: Divulgação)

Salve Tribal Worldwide – Novos nomes e líderes
Quando o ano de 2017 começou, a Salve Tribal Worldwide ainda não existia. A operação nasceu em fevereiro, como resultado da função da Salve e LDC (duas agências do Grupo ABC) com a rede digital internacional Tribal (da holding Omnicom). A nova operação teve como presidente Alcir Gomes Leite, que havia passado os últimos anos na diretoria da DM9. Carlos Pitchu, ex-CEO da Salve, foi escolhido como CEO da nova agência. Nove meses depois, a situação mudou, novamente. Alcir Gomes Leite anunciou que sairia da agência para retornar às funções de gestão no Grupo ABC e Carlos Pitchu ganhou a companhia de Carlos Fonseca (ex-RG/A) na copresidência da operação – que a partir de janeiro de 2018, passará a se chamar apenas Tribal Brasil.

 

Marcia Esteves e Rodrigo Jatene: copresidentes da Grey (Crédito: Divulgação)

Grey: oficialização da copresidência
Embora tenha passado todo o ano de 2017 sob o comando de Marcia Esteves (COO) e Rodrigo Jatene (CCO), a Grey oficializou a dupla como seus copresidentes somente em outubro. Marcia e Jatene passaram a gerir toda a operação em janeiro, quando o então CEO, Silvio Prandini, deixou a empresa. A proposta da dupla é dar à Grey Brasil à mesma reputação criativa que a rede possui em outros mercados.

 

André Chueri (à esq.) e Pedro Cabral: lideranças da Ampfy (Crédito: Divulgação)

Ampfy: Três lideranças
Ao longo do ano de 2017, a Ampfy chegou a ter três diferentes líderes. A empresa iniciou o ano com André Paes de Barros, o “PB”, como presidente. O profissional, no entanto, deixou a agência no final de março. Assim que “PB” saiu, Pedro Cabral, um dos sócios e CEO da operação, acumulou a presidência da Ampfy. A situação permaneceu dessa maneira até o final de maio, quando a empresa anunciou a chegada de André Chueri como presidente.

 

Fabio Rosinholi (à esq) e Piero Motta: Sócios continuam à frente da We (Crédito: Divulgação)

We: De quarteto a dupla
Dos quatro sócios que iniciaram 2017 na liderança da We, apenas dois seguem à frente na agência. Fundadores da We, Piero Motta e Fábio Rosinholi continuam à frente da operação, que neste ano criou uma estrutura de grupo para abrigar diferentes soluções aos clientes. Os outros dois sócios (Guy Costa, que era VP de criação) e José Boralli (VP de atendimento) deixaram a We.

 

Alexandra Gama deixou a agência que fundou há 17 anos; companhia foi absorvida pela Leo Burnett Tailor Made (Crédito: Arthur Nobre)

Neogama: fim da agência
Fundada há 17 anos por Alexandre Gama, a Neogama vivencia seus últimos dias como uma operação independente. A partir de 2018, a agência será unificada a Leo Burnett Tailor Made. A decisão foi tomada pelo Publicis Groupe após o anúncio da saída de Alexandre Gama, feito no início de dezembro. A Neogama foi vendida à holding francesa em 2012 e chegou a fazer parte, por anos, da BBH. Desde 2016, no entanto, a operação existia de forma independente dentro do Publicis Groupe. Com a integração, a LBTM absorve as contas da Neogama, com exceção da Renault – que, por ser conflitante com outro cliente da casa, a Fiat, foi para a carteira da DPZ&T.

 

Pedro Reiss saiu da F.biz para liderar Wunderman (Crédito: Arthur Nobre)

Wunderman: novo CEO no Brasil
Para substituir Eduardo Bicudo, CEO que deixou a operação em junho para ingressar na Accenture Interactive, o Grupo WPP buscou uma solução dentro da própria rede. O escolhido foi Pedro Reiss, que passou os últimos onze anos como sócio da F.biz. O profissional foi apresentado à equipe da Wunderman em outubro e terá a função de gerir todos os negócios e incrementar as soluções digitais da operação do Grupo Newcomm.

Marcelo Tripoli deixou a REF+ para ingressar no ramo das consultorias (Crédito: Divulgação)

REF+: Sem o “T” de Marcelo Tripoli
Em maio, Marcelo Tripoli foi mais um profissional de publicidade a ingressar no setor de consultorias. O profissional aceitou o convite da McKinsey para assumir o cargo de vice-presidente de digital e marketing. Com isso, deixou a sociedade de pouco mais de um ano que tinha na REF+T, que tirou a letra correspondente de seu nome e passou a usar a nomenclatura REF+. Os demais sócios que já estavam na agência, no entanto, permaneceram na operação. São eles: Ricardo Calfat, Renato Pereira, Eduardo Barros e Fernando Calfat.

Álvaro Rodrigues é o atual CEO e CCO da Fullpack (Crédito: Divulgação)

Fullpack: Novo CEO e CCO
Depois de ter liderado as operações da Agência3, DM9 Rio e 3ª Worldwide, o criativo Álvaro Rodrigues ganhou um novo desafio em outubro, quando foi convidado a liderar a agência Fullpack, sediada no Rio de Janeiro. Convidado pelos sócios da operação, Mauricio Marquez e Paulo Gatti, Rodrigues assumiu os cargos de CEO e CCO.

 

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